Doença do Refluxo Gastroesofágico

A doença do refluxo gastroesofágico se caracteriza pelo retorno do suco gástrico, que possui característica ácida, do estômago para o esôfago. Atualmente, é uma condição muito comum, que afeta cerca de 21% dos brasileiros. 

Entre as causas possíveis, podemos citar como uma das principais o mau funcionamento do esfíncter esofágico inferior. Esse esfíncter deve abrir apenas no momento em que o bolo alimentar passa do esôfago para o estômago, fechando logo em seguida para impedir o retorno de qualquer tipo de conteúdo. Quando essas paradas estão enfraquecidas, ocorre um mau funcionamento desse mecanismo, permitindo o retorno de conteúdo ácido. O esôfago é um órgão que não está adaptado a receber conteúdo de natureza ácida, portanto, essa doença lesa significativamente a mucosa desse órgão.

O paciente acometido por essa patologia normalmente relata azia, náuseas, tosse crônica, eructação, regurgitação, entre outros sintomas de mau funcionamento do trato digestivo superior. 

Entre os fatores de risco para o desenvolvimento da doença, podemos citar obesidade, estresse, hérnia de hiato e o consumo de alimentos específicos, como industrializados ou condimentados, uma vez que esses alimentos são ricos em substâncias que irritam a mucosa digestiva. Uma vez identificada a condição, é imprescindível que se inicie o mais brevemente o tratamento clínico, medida posturais anti-refluxo e mudança de hábitos alimentares, a fim de evitar possíveis complicações de natureza grave, como o Esôfago de Barrett ou câncer esofágico, explica o Dr. Guilherme Nahoum. Nos casos de refratariedade ao tratamento clinica, a cirurgia pode ser indicada. 

A grande associação de Obesidade e Doença do refluxo, acaba sendo um critério de indicação de Cirurgia Bariátrica, que através da perda de peso contribuem muito para a melhoria do refluxo.

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